1 de dezembro de 2008

Escrever #2


Como é bom escrever como se as linhas nunca fossem acabar. Como se tudo fosse sair do papel e ganhar vida, como se as palavras fossem ser ouvidas, como se as mensagens fossem ser entendidas.
Vai deixa a imaginação se soltar, livre-se das regras, das retas, escreva por linhas tortas, elas vão ser compreendidas. Diga-se de passagem, que não é difícil, é só usufruir da própria mente que se entrelaça com a emoção coordenada pelas próprias mãos.
Escrever.
Muita das vezes pode ser entendido como se perder, mesmo sendo a única forma de se encontrar depois de perdido.
Mas que tamanha perdição.
Escrever e escrever não querendo parar.
Para que ouvir? Se o melhor é falar, não com os lábios, mas com os períodos que abrigam orações, que chamam as conjunções para subordinar as principais.
As principais verdades do próprio texto, que só puderam ser passadas pela destemida vontade de se perder.
De escrever.
Parece loucura, sei. Não coloquei vírgula, errei.
Qual sujeito ou predicado estará me vendo? Percebestes como me perdi só escrevendo?

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